Apesar dos recordes constantes na produção de grãos no Brasil, a capacidade de armazenamento não tem acompanhado o mesmo ritmo de crescimento. Mesmo com o esforço dos produtores para alcançar boas safras, a falta de espaço adequado para armazenar os grãos tem sido um desafio crescente.
No ciclo 2022/2023, a produção estimada é de mais de 320 milhões de toneladas, representando um aumento de quase 20% em relação à safra anterior, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Embora essa supersafra seja bem-vinda, ela também traz consigo a necessidade de encontrar soluções para armazenar essa enorme quantidade de grãos.
Uma empresa localizada no município de Cândido Mota (SP) exemplifica esse desafio. A empresa tem uma capacidade de armazenamento de 42 mil toneladas, e durante o pico da colheita, atingiu sua capacidade máxima. Para lidar com esse cenário, a cooperativa tem investido na expansão de sua capacidade de armazenamento ao longo dos últimos três anos.
Em locais como Cândido Mota e Palmital (SP), os silos de armazenamento tradicionais não seriam capazes de acomodar a demanda devido à supersafra de soja e milho. Como resultado, foram construídos armazéns temporários com capacidade para 10 mil toneladas cada um. Esses investimentos inesperados visam garantir que os grãos sejam armazenados com segurança.
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