Um antigo aliado do presidente russo Vladimir Putin tem trabalhado para ingressar na política e controlar o partido Rússia Justa, segundo relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), think tank norte-americano. Evgeny Prigozhin, chefe dos mercenários do Wagner Group, ampliou suas críticas ao governo e se isolou do presidente russo, alimentando suspeitas de que sonha comandar o Kremlin.
Para assumir o controle do partido, Prigozhin tem se aproximado do líder da sigla, Sergey Mironov, e quatro figuras importantes já deixaram o Rússia Justa para formar uma nova agremiação. O relatório do ISW afirma que a proximidade entre os dois é evidente pelo trabalho de Mironov para que o Wagner Group recebesse o devido reconhecimento na Rússia.
Ainda de acordo com o relatório, os mercenários do Wagner Group reivindicaram os créditos pela tomada de Soledar, cidade ucraniana estratégica e rica em recursos naturais na região de Donetsk. Parte do território já está sob ocupação das forças russas. Putin, por sua vez, rejeitou as alegações de Prigozhin, afirmando que apenas as forças regulares atuaram na conquista.
Com a crescente aproximação entre Prigozhin e Mironov, há especulações de que o empresário estaria construindo sua base política para, eventualmente, concorrer à presidência da Rússia. A situação é vista com atenção pelos analistas, já que Prigozhin é considerado um homem perigoso e ambicioso, com forte influência no setor militar e de segurança da Rússia.
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