Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, permaneceu em silêncio durante cinco dias até se pronunciar sobre sua renúncia, mas acabou decidindo ficar. Em um discurso dramático na manhã dessa segunda-feira (29), ele anunciou que ficará no cargo.
O político havia falado em renúncia depois que um tribunal de Madri abriu investigação sobre sua esposa, Begoña Gómez, após denúncias do grupo Manos Limpias, ligado à extrema direita. Ela teria praticado supostos crimes de tráfico de influência e corrupção nos negócios.
De acordo com o portal espanhol El Confidencial, que revelou o caso, a Justiça apura as relações da esposa do premiê com empresas privadas que receberam fundos e firmaram contratos públicos com o Executivo.
Nas palavras dele, foram cinco dias de “reflexão” com a família no Palácio da Moncloa. Enfim, decidiu que vai ficar para lutar contra aqueles que, segundo ele, tentaram derrubá-lo com ataques pessoais, boatos e mentiras. “Minha esposa e eu sabemos que esta campanha difamatória não vai parar. Sofremos com isso há 10 anos. É sério, mas não é o mais relevante. Nós podemos lidar com isso”, discursou.
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