Uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) identificou, às margens da BR-174, uma área de desmatamento onde foram encontradas 13 carcaças de asas de araras-canindé (Ara ararauna) penduradas por fios de nylon, configurando indícios de abate ilegal de fauna silvestre. Diante da situação, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Federal (PF) foram acionados para acompanhar o caso e instaurar os procedimentos administrativos e criminais cabíveis.
De acordo com a avaliação técnica do Ibama, as asas pertenciam a pelo menos oito araras distintas, sendo cinco pares completos e três asas direitas. O proprietário do terreno admitiu ter abatido os animais sob a justificativa de que se alimentavam dos frutos cultivados na área. O infrator foi autuado em R$ 40 mil por depósito ilegal de espécimes da fauna silvestre, já que a arara-canindé é listada no Anexo II da Convenção Cites, que regula o comércio internacional de espécies ameaçadas de extinção. O material apreendido foi encaminhado para destinação adequada, e o desmatamento identificado no local segue em apuração pelos órgãos ambientais.
A agente ambiental federal Mayara Cristina destacou que o abate ilegal de animais silvestres representa uma grave ameaça ao equilíbrio ecológico e à biodiversidade amazônica. “Cada espécie tem uma função essencial para a manutenção das florestas e dos ecossistemas. A caça e o abate ilegal comprometem a regeneração natural e a sobrevivência de inúmeras outras formas de vida”, afirmou.
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