O IBC-Br, considerado a prévia do Produto Interno Bruto, registrou uma alta de 0,6% em fevereiro, marcando o quinto mês consecutivo de expansão. Esse avanço foi impulsionado pelo consumo das famílias e pelo mercado de trabalho aquecido, mas, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o índice apresentou uma queda de 0,3%. O resultado indica que, embora a economia mantenha certa tração no curto prazo, os juros elevados e a inflação começam a provocar uma desaceleração gradual na atividade nacional sob o monitoramento do Banco Central do Brasil.
Economistas alertam para a perda de fôlego no setor de serviços, que possui o maior peso no Produto Interno Bruto, sinalizando uma acomodação que deve se estender ao longo de 2026. Além disso, o cenário corporativo enfrenta desafios com o crédito mais restrito e o alto endividamento das famílias, o que exige cautela nas análises de risco de instituições como a Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias.
A percepção geral é de que o crescimento atual é mais técnico do que estrutural, faltando vetores que sustentem uma aceleração mais robusta no longo prazo. As projeções para o encerramento do ano variam entre 1,4% e 2,0%, refletindo também a incerteza causada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que ainda não foram capturadas por estes dados.
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