quinta, 23 de abril de 2026
20/12/2025   15:20h - Economia

Pressão em alimentos, serviços, e gastos públicos vão ditar o tom da inflação em 2026

O cenário econômico para 2026 deve ser marcado por novos desafios, com o IPCA projetado em torno de 4,2%. Analistas indicam que o alívio nos preços dos alimentos observado em 2025 deve chegar ao fim, dando lugar a uma reaceleração impulsionada pela inversão do ciclo da pecuária e por possíveis fenômenos climáticos, como o El Niño. Ao mesmo tempo, o setor de serviços continuará pressionado por um mercado de trabalho aquecido e pela taxa de desocupação em níveis mínimos históricos.

?Além dos fatores de mercado, os gastos públicos surgem como um risco central para o controle dos preços no próximo ano. O reajuste real do salário mínimo e a ampliação de programas de transferência de renda prometem impulsionar o consumo, mas também podem gerar novas pressões inflacionárias devido ao aumento da demanda.

?Para conter esse avanço, a expectativa é que a taxa Selic permaneça em patamares elevados por mais tempo, funcionando como um freio necessário para a economia. Embora os bens industriais possam oferecer algum contrapeso devido aos estoques altos, a persistência da inflação no setor de serviços limita o espaço para cortes agressivos nos juros. O equilíbrio entre o crescimento do país e o cumprimento das metas monetárias será, portanto, o principal teste para o Banco Central ao longo de 2026.

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