Em conferência de imprensa após a quinta visita oficial de Zelensky à Polónia, Nawrocki transmitiu o que considera ser um sentimento de desconforto na sociedade polaca relativamente à alegada falta de reconhecimento pelo apoio prestado desde o início da guerra.
"Os polacos têm a impressão de que os nossos esforços e assistência à Ucrânia em todas as frentes não foram recebidos com a devida gratidão e compreensão", afirmou o Presidente polaco, que assumiu o cargo no verão, realçando que, desde 2022, a Polónia destinou 4,91% do Produto Interno Bruto ao apoio humanitário e militar ao país vizinho. O chefe de Estado nacionalista e conservador colocou a Casa Branca no centro da solução para o conflito e afirmou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, de quem é próximo e o apoiou publicamente na sua eleição, "é o único líder no mundo disposto a forçar Vladimir Putin a assinar um acordo de paz".
Para o Presidente da Polónia, a participação de Trump constitui por si só uma garantia para a preservação da integridade territorial da Ucrânia e da segurança regional. Karol Nawrocki defendeu na campanha eleitoral que o levou à presidência, com apoio do maior partido de oposição, o fim dos benefícios estatais concedidos a cerca de um milhão de refugiados ucranianos na Polónia e opôs-se à adesão de Kiev à União Europeia e à NATO, pelo menos enquanto não assumir responsabilidade pelo massacre de milhares de civis polacos em 1943 em Volhynia.
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