O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja formalizar, logo na retomada dos trabalhos legislativos em fevereiro de 2026, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa do Planalto é que o senador Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, realize a sabatina e a votação no plenário ainda no mesmo mês.
Apesar do otimismo do governo, a escolha enfrenta resistências internas no Senado e exige uma articulação direta de Lula com lideranças como Alcolumbre e Rodrigo Pacheco. O cenário é agravado pela crise institucional entre o Congresso e o STF, intensificada recentemente por decisões judiciais que suspenderam o pagamento de emendas parlamentares ligadas ao antigo "orçamento secreto".
Além do impasse político, a indicação ocorre em meio a um mal-estar interno entre Jorge Messias e o ministro Flávio Dino. Aliados do AGU criticam decisões de Dino que afetaram pedidos da AGU sobre isenções fiscais e emendas de relator, relembrando que Messias já havia sido preterido em indicações anteriores para a Corte. O sucesso da nomeação dependerá da capacidade do governo de pacificar essas tensões e garantir os votos necessários no Senado.
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