O presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou estado de exceção em 7 das 24 províncias do país onde há focos de protestos contra a eliminação de um subsídio ao diesel.
Com o fim do subsídio, o custo do galão de diesel passou de US$ 1,80 para US$ 2,80. Grupos de trabalhadores e estudantes protestam porque a medida afeta fortemente o custo de vida no país.
A oposição, inclusive os grupos políticos próximos do ex-presidente Rafael Correa, denunciam a medida e afirmam que a bancada governista na Casa barrou as discussões sobre o fim dos subsídios.
O congressista Ricardo Patiño, que já foi ministro de Correa, publicou mensagem no X em que fala que a Assembleia Nacional "já não legisla para os equatorianos, mas para Noboa". O presidente aposta na militarização desde a campanha à Presidência, muito guiada pela grave crise de segurança pública que acomete o Equador nos últimos anos, em particular com o crescimento do narcotráfico.
Ele, no entanto, tem usado o estado de exceção como ferramenta de governo em outras ocasiões. Em abril, por exemplo, às vésperas da eleição que o reconduziu ao cargo, ele também decretou a medida.
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