O presidente da Romênia, Klaus Iohannis, anunciou sua renúncia ontem (10), em meio a fortes críticas por permanecer no cargo após o cancelamento das eleições presidenciais de dezembro. O primeiro turno do pleito, realizado em 24 de novembro, teve um resultado inesperado, com a vitória do candidato de extrema-direita Calin Georgescu. No entanto, o processo foi anulado devido a suspeitas de interferência russa, gerando protestos e instabilidade política no país.
Diante da crise e das acusações de golpe por parte da oposição, Iohannis decidiu permanecer na presidência até a realização de novas eleições, agora marcadas para maio. Contudo, as manifestações cresceram, levando o Parlamento a debater sua destituição. Para evitar um agravamento da situação, o presidente afirmou que deixará o cargo oficialmente na última quarta-feira (12). Com isso, o presidente do Senado, Ilie Bolojan, deve assumir interinamente até a eleição do novo chefe de Estado.
A renúncia foi celebrada por forças de extrema-direita, incluindo o partido AUR, cujo líder, George Simion, classificou o desfecho como uma "vitória do povo". Enquanto isso, o surpreendente vencedor do primeiro turno, Calin Georgescu, ainda não se manifestou sobre a decisão. As autoridades romenas investigam possíveis irregularidades em sua campanha, e a Comissão Europeia abriu um inquérito sobre o uso do TikTok na disseminação de apoio ao candidato.
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