O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país não realizará mais eleições, encerrando a possibilidade de novas disputas eleitorais quando seu atual mandato terminar, no próximo ano. A declaração foi feita durante discurso em comemoração ao aniversário da Revolução Sandinista e representa mais um passo na consolidação do poder exercido por Ortega, que governa o país de forma ininterrupta desde 2007.
Segundo o presidente, a decisão impedirá o retorno da oposição ao governo, embora ele não tenha detalhado como a medida será implementada. Em 2025, reformas constitucionais já haviam ampliado o controle do governo sobre o Estado, incluindo a nomeação de sua esposa, Rosario Murillo, como co-presidente e a ampliação do mandato presidencial para seis anos.
A Nicarágua enfrenta uma prolongada crise política desde 2018, quando protestos contra o governo foram reprimidos com violência. Organizações internacionais, como o Conselho de Direitos Humanos da ONU, acusam o governo de Ortega de transformar o país em um regime autoritário, marcado por restrições à oposição, perseguição a dissidentes e violações de direitos humanos. As eleições de 2021 também foram alvo de críticas internacionais após a prisão de adversários políticos e lideranças da oposição.
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