O ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS, Jucimar Fonseca da Silva, teve sua prisão decretada na madrugada de ontem (2), pelo presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG). A decisão foi tomada durante o depoimento de Jucimar, sob a justificativa de que ele estaria "calando a verdade" ao não responder corretamente sobre a convocação e datas de uma sentença, levando o senador a determinar que a Polícia Legislativa conduzisse o ex-coordenador para que o flagrante fosse lavrado.
O depoimento de Jucimar Fonseca da Silva vinha sendo sistematicamente adiado, pois sua defesa apresentava atestados médicos para justificar a ausência. O ex-coordenador foi, então, localizado e conduzido coercitivamente pela Polícia Legislativa para prestar esclarecimentos à CPMI. Jucimar foi afastado de seu cargo em abril, após a deflagração de uma operação da Polícia Federal que investigava fraudes e irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social, sendo ele apontado por participar de um processo que autorizou o desbloqueio em lote para inclusão de descontos associativos a pedido da Contag.
Apesar das acusações e da prisão decretada durante a sessão, Jucimar negou ter recebido qualquer propina e defendeu que sua nomeação havia sido baseada em critérios técnicos. Ele ainda se defendeu perante a comissão, afirmando que atuava sob autoridade hierárquica do Diretor de Benefícios e do Presidente do INSS, e que não possuía poder decisório sobre as questões apontadas pela CPI.
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