Wednesday, 10 de June de 2026
06/11/2021   14:25h - Polí­tica

Presidente da CPI da Amazonas Energia denuncia tentativa de intimidação por parte da empresa

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Amazonas Energia, deputado estadual Sinésio Campos (PT), denunciou na tarde desta quinta-feira (4), durante a reunião da Comissão instaurada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que funcionários da empresa investigada pela CPI foram, pela parte da manhã, até a sua casa e substituíram o medidor de energia sem permissão ou aviso prévio. Para o parlamentar essa ação configura uma tentativa de intimidar as atividades da Comissão. 

Durante a reunião, o deputado apresentou um vídeo de uma câmera de segurança que mostra a equipe da concessionária trocando o medidor. “A equipe da empresa foi direto ao contador, sem avisar quem estava em casa e retiraram os lacres, que deveriam ser objetos de perícia e jogaram na rua. Mas nada disso me amedronta, os trabalhos vão continuar. É preciso parar esse absurdo que a população vem sofrendo”, declarou o deputado. 
A denúncia de Sinésio Campos vai ao encontro de outras feitas durante a reunião da comissão, como a do cidadão Wenceslau de Araujo Botelho, que teve sua casa invadida por uma equipe da concessionária de energia e divulgou o fato em um vídeo que publicou nas redes sociais. “Após a mídia repercutir o vídeo, fui multado em R$ 4.954. Procurei ajuda do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM), que exigiu comprovação de motivo da multa e a empresa nunca apresentou nenhuma justificativa”, disse o cidadão convidado a depor na CPI para falar sobre as arbitrariedades que sofreu.
Ainda na reunião, o vereador de Iranduba, Luís Carlos Velho (Republicanos), falou em seu depoimento sobre a Ação Popular Pública impetrada por ele, que é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara do município, contra a Amazonas Energia, por não repassar à prefeitura os valores corretos de tributos arrecadados da população para manutenção da iluminação pública e por cobrar a taxa desse serviço, mesmo em lugares sem postes de luz. “Ficou claro que a prefeitura de Iranduba não fiscalizava o que era repassado pela empresa. A partir da primeira sentença favorável ao município, a empresa começou a repassar os valores corretos. A ação rendeu mais de R$ 14 milhões nessa primeira decisão”, afirmou.
   

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