Monday, 08 de June de 2026
02/05/2024   08:45h - Política Internacional

Presidente da Colômbia Petro, denuncia corrupção no Exército pelo roubo em larga escala de balas, lança-granadas e mísseis

Usando o boné com que agora vai a todo o lado e que projeta a imagem de comandante-chefe das Forças Armadas, como é, Gustavo Petro não hesitou nesta terça-feira em denunciar um gigantesco caso de alegada corrupção no Exército colombiano. O presidente afirmou em conferência de imprensa na Casa de Nariño , residência do presidente, que duas inspeções realizadas pelo seu Governo descobriram o roubo em grande escala de balas, lançadores de granadas e mísseis.

 

“Um dos eixos é separar a Força Pública de qualquer associação criminosa. A política de corrupção zero é fundamental para contribuir para a tranquilidade, a convivência e a própria construção da nação. No âmbito desta política anticorrupção, foram realizadas duas tarefas de fiscalização. Uma feita em Tolemaida e outra na Brigada 10 para ver os estoques de armas e explosivos. Para ver o que tem e se foram utilizados”, explicou Petro. Depois, leu um inventário com as armas desaparecidas, que totalizariam mais de um milhão entre munições, explosivos e outras artilharias.

 

A chegada de Petro à Presidência foi vista com desconfiança por aquela parte das Forças Armadas. Durante duas décadas, o Uribismo – movimento do ex-presidente Álvaro Uribe – limitou a figura de Petro à de um ex-guerrilheiro que enfrentou os próprios militares. O agora presidente foi membro do M-19, mas durou menos de uma década, nunca desempenhou um papel relevante nem foi um verdadeiro homem de armas A denúncia ocorre após um evento que pode afetar o Governo. Na segunda-feira, nove militares morreram em um acidente de helicóptero no sul do departamento de Bolívar. O Mi-17 transportava um major, um tenente, dois sargentos, dois cabos e três soldados. Petro e Velásquez lamentaram a morte dos uniformizados.  

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