quinta, 23 de abril de 2026
25/12/2023   08:00h - Especial

PRESÉPIO: o lugar da natividade de Jesus Cristo apresentado por Francisco de Assis

Montar um presépio em casa já é tradição entre as famílias católicas. É um gesto que ajuda a preparar a celebração do nascimento de Jesus, lembrado em cada Natal.

 

O termo vem do latim Praesaepe, que significa estrebaria ou curral. A presença do Menino Jesus no estábulo demonstra a grandeza de Deus representada na fragilidade de uma criança.

 

O presépio pode ser basicamente definido como uma pequena maquete, uma reprodução do estábulo no qual Jesus Cristo nasceu em Belém, como estabelecido na tradição cristã. O presépio é um trabalho de arte. Ele pode ser construído em miniatura ou em tamanho real.

 

O presépio é tradição de Natal estabelecida entre os cristãos, sendo encontrado em diversos locais, tais como igrejas, mas também em locais públicos, como prédios ou praças, sendo também encontrado em residências. Apesar de alguns elementos comuns, cada presépio pode ter suas próprias características.

 

A ORIGEM

 

Foi criado por São Francisco de Assis em 1223. Ele montou o primeiro presépio em uma gruta, na Itália. Na época, a Igreja não permitia a realização de representações litúrgicas nas paróquias, mas São Francisco pediu a dispensa da proibição, para relembrar ao povo a natividade de Jesus Cristo. O objetivo de São Francisco era facilitar a compreensão do nascimento de Jesus.

 

No Brasil, a cena do presépio foi apresentada pela primeira vez aos índios e colonos portugueses em 1552, por iniciativa do padre José de Anchieta.

 

AS FIGURAS DO PRESÉPIO

 

Os animais – Representam a natureza a serviço do homem e de Deus. No nascimento de Jesus forneceram calor ao local e simbolizam a simplicidade do local onde Jesus quis nascer.

 

Pastores – Depois de Maria e José, os pastores foram os primeiros a saberem do nascimento do Salvador. Os pastores também simbolizam a humildade, pois naquele tempo a profissão de pastor era uma das menos reconhecidas.

 

O anjo – Representa o céu que celebra o nascimento de Jesus. É o mensageiro de Deus, comunicador da Boa Notícia. O anjo do presépio, normalmente, segura uma faixa com a frase: “Gloria in excelsis Deo”, que significa: Glória a Deus nas alturas.

 

Estrela – Simboliza a luz de Deus que guia ao encontro do Salvador e orientou os Reis Magos onde estava Jesus. É a indicação do caminho que se deve percorrer para encontrar o Menino Jesus.

 

Reis Magos – Belchior, Gaspar e Baltazar eram homens da ciência. Conheciam astronomia, medicina e matemática. Eles representam a ciência que vai até o Salvador e o reconhece como Deus. Segundo São João Paulo II, “a verdadeira ciência nos leva à fé”, pois nos revela a grandeza da criação.

 

Ouro, incenso e mirra – São os presentes que os magos oferecem ao Menino Jesus. O ouro significa a realeza; era um presente dado aos reis. O incenso significa a divindade, um presente dado aos sacerdotes. Sua fumaça simboliza as orações que sobem ao céu. Dando este presente a Jesus, os magos reconhecem que o Menino é divino. E a mirra simboliza o sofrimento e a eternidade. É um presente profético: anuncia que Jesus vai sofrer, mas também que seu reinado será eterno.

 

São José – É o pai adotivo de Jesus, o homem que o assumiu como filho, que lhe deu um nome, um lar, que ensinou a Jesus uma profissão: a de carpinteiro. São José deu ao Menino Jesus a experiência de ser filho de um pai terreno.

 

Maria – É a Mãe do Menino Jesus, a escolhida para ser a mãe do Salvador. É aquela que disse ‘sim’ à vontade de Deus, e por ela a humanidade recebeu Jesus.

 

Menino Jesus – É o Filho de Deus que se fez homem, para dar sua vida pela humanidade. “Sendo ele de condição divina, não Se prevaleceu de Sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens” (Filipenses 2, 6-7).

 

A Igreja Católica define que o presépio deve ser montado no primeiro domingo do Advento, devendo ser desmontado no dia 6 de janeiro. Essa tradição se consolidou entre os cristãos por meio de São Francisco de Assis, que iniciou a prática no século XIII. Atualmente, o costume de montar presépios está disseminado pelo planeta.

 

Por Davison Santos

 

Fonte: Vaticano

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