No marco dos 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos agraciou na 47ª edição da premiação, reportagens focadas na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.
O evento teve início com a exibição de imagens do ato ecumênico, realizado na noite do último sábado (25), na Catedral da Sé, no centro da capital paulista. O evento marcou os 50 anos da morte do jornalista e da cerimônia inter-religiosa de 1975, realizada na mesma catedral, que desafiou o regime militar e reuniu cerca de 8 mil pessoas. Telões no teatro Tucarena, o teatro de arena da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUS-SP), onde a premiação ocorre tradicionalmente, exibiram também a gravação do pedido de perdão da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, aos mortos, desaparecidos e torturados do regime militar, estendendo o gesto aos familiares, durante o ato da Sé.
“Neste ano, a cerimônia adquire um significado ainda mais profundo. São 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog, o meu pai, no quartel do DOI-Codi (Departamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna, ligado ao Exército Brasileiro). Meio século depois, o Brasil segue aprendendo, dia após dia, que não há futuro sem memória, democracia sólida sem justiça, liberdade possível sem a coragem de enfrentar as verdades mais duras da nossa história”, disse o filho de Herzog, Ivo.
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