O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, classificou como “ilegais” os recentes ataques do Hezbollah contra Israel, marcando um endurecimento diplomático inédito. O governo libanês afirmou que a milícia violou o cessar-fogo de 2024 e a soberania nacional, tentando evitar que o país seja arrastado para uma guerra regional. A mudança de tom ocorre após forte pressão de potências ocidentais e países árabes para que Beirute retome o controle de suas fronteiras.
Em resposta à ofensiva do grupo xiita, Israel intensificou bombardeios aéreos em Beirute e no sul do Líbano, confirmando a morte do chefe de inteligência do Hezbollah, Hussein Makled. O exército israelense declarou que as operações continuarão até que a ameaça seja neutralizada, enquanto as forças libanesas tentam, sem sucesso, desmantelar lançadores de foguetes remanescentes. A escalada militar já provoca uma nova onda de deslocados internos e pânico na capital.
A crise aprofunda a fragilidade política e econômica do Líbano, com o Hezbollah rejeitando ordens de desarmamento sob o argumento de defesa contra incursões israelenses. Diante do agravamento do cenário, a Embaixada dos Estados Unidos em Beirute emitiu um alerta urgente para que todos os cidadãos americanos abandonem o país imediatamente. O governo libanês agora corre contra o tempo para evitar o colapso total das negociações diplomáticas na região.
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