O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) deu um prazo de 48 horas para que a prefeitura de São Paulo justifique o aumento de 13,6% na tarifa de ônibus municipais, que deve passar de R$ 4,40 para R$ 5 em 6 de janeiro de 2025. A decisão foi assinada pelo juiz Bruno Luiz Cassiolato e atende a uma ação popular movida por representantes do PSOL, que acusam o prefeito Ricardo Nunes (MDB) de "estelionato eleitoral". O TJSP também solicitou esclarecimentos sobre o estudo técnico que embasou o reajuste.
A ação critica a reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT), onde foi definido o aumento, afirmando que o encontro foi realizado "às pressas" e sem publicidade. Embora o pedido de anulação da reunião tenha sido negado, o juiz destacou a fragilidade do estudo técnico apresentado pela gestão municipal. Durante um evento, o atual prefeito de São Paulo Ricardo Nunes defendeu o reajuste, alegando que foi inferior à inflação acumulada de 32% no período, enquanto o aumento foi de 13,6%.
Outro ponto de pressão é a promessa do prefeito de substituir 20% da frota de ônibus por veículos elétricos, compromisso assumido em sua gestão anterior e não cumprido. Até outubro de 2024, apenas 3,19% da frota utilizava matriz energética limpa. Recentemente, a prefeitura anunciou um empréstimo de R$ 2,5 bilhões com o BNDES para adquirir 1.300 ônibus elétricos, o que deve substituir 10% da frota atual.
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