O prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, foi detido ontem (19) pela polícia turca como parte de uma investigação judicial por suposta corrupção e colaboração com grupos terroristas, em referência aos guerrilheiros curdos. A ação ocorre poucos dias antes das primárias do Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla em turco), nas quais Imamoglu era o principal candidato para disputar as eleições presidenciais de 2028.
Desde as primeiras horas do dia, um forte contingente policial cercou a residência do prefeito e realizou sua prisão, além de deter diversos assessores e funcionários municipais do CHP. Segundo a agência estatal Anadolu, o Ministério Público da Turquia emitiu mandados de prisão para Imamoglu e outras 100 pessoas.
O próprio prefeito relatou o episódio em sua conta na rede social X (antigo Twitter): "Centenas de policiais chegaram à minha porta. Invadiram minha casa e derrubaram minha porta", escreveu.
Em outro comunicado, Imamoglu classificou a prisão como um "ato de tirania" e afirmou que não se deixará intimidar. Ele acusou o governo de Recep Tayyip Erdogan de tentar "usurpar a vontade do povo".
Fontes próximas ao prefeito informaram à agência France-Presse que ele foi levado para uma delegacia de polícia em Istambul.
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