O Tribunal de Contas da União (TCU) multou o prefeito de Fonte Boa, Gilberto Lisboa, conhecido como Biquinho, e o secretário de Saúde do município, José Raimundo Guimarães, em R$ 30 mil. A sanção foi aplicada devido à falta de respostas sobre o uso de R$ 7,9 milhões recebidos em 2022 por meio de emendas de relator destinadas à área da saúde. Fonte Boa foi o sexto maior receptor de recursos entre os municípios do Amazonas.
A investigação começou após uma representação do Congresso Nacional que questionou a regularidade na aplicação dos recursos do chamado "orçamento secreto" em prefeituras do Amazonas. O TCU pediu esclarecimentos às cidades que receberam os maiores valores, incluindo Fonte Boa, mas não obteve resposta, apesar de múltiplas tentativas de contato. Diante da ausência de informações, o tribunal decidiu aplicar a multa e abrir um processo para apurar a responsabilidade dos gestores.
Além da multa, Lisboa e Guimarães foram inabilitados por cinco anos para exercer cargos em comissão ou funções de confiança na administração pública federal. O TCU classificou as ações dos gestores como obstrução à fiscalização e sonegação de informações, evidenciando irregularidades na gestão dos recursos. O caso de Fonte Boa se soma a outras prefeituras do Amazonas já investigadas por problemas na aplicação do "orçamento secreto", como falta de transparência e superfaturamento.
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