O mercado internacional da soja viveu uma semana de intensa volatilidade na Bolsa de Chicago, operando em um cabo de guerra técnico e fundamental. Se por um lado os fatores macroeconômicos e o avanço da safra norte-americana exerceram forte pressão sobre as cotações, por outro, os rumores de demanda pela China nos EUA - confirmados posteriormente - trouxe certo equilíbrio ao mercado. Para as praças brasileiras, o estímulo principal veio do dólar, como explica o consultor de mercado Victor Cazzo, da Venda na Hora Certa.
Diante das incertezas fiscais locais e do cenário econômico global, a alta do dólar frente ao real foi robusta, sustentando patamares elevados.
Esse avanço cambial foi o principal combustível para a recuperação dos preços no mercado nacional. Mesmo com as quedas pontuais em Chicago, a valorização do dólar permitiu que os preços internos ganhassem fôlego. Praças de referência e portos como Paranaguá/PR viram seus indicadores voltarem a reagir, operando na casa dos R$ 133,00 a R$ 134,50 por saca. E assim, um volume melhor de negócios pôde ser observado nos últimos dias no Brasil.
As atenções dos operadores seguem integralmente voltadas para o Hemisfério Norte. Os trabalhos de plantio da safra 2026/27 dos Estados Unidos caminham para a reta final e o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) segue indicando boas condições das lavouras, o que manteve o mercado limitado.
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