Portugal precisará atrair cerca de 1,3 milhão de novos trabalhadores até 2030 para assegurar a sustentabilidade financeira de sua Segurança Social, segundo um estudo do Centro de Formação Prepara Portugal. A pesquisa fundamenta-se na necessidade de equilibrar a proporção entre contribuintes ativos e aposentados. Atualmente, o país possui um rácio de 1,7 trabalhador para cada pensionista, mas especialistas indicam que o patamar ideal para garantir o pagamento das pensões no futuro seria de 2,5 ativos por reformado.
O estudo, coordenado pelo diretor pedagógico Higor Cerqueira com base em dados oficiais do INE e da Aima, revela que o volume de novos trabalhadores é necessário não apenas para o crescimento, mas para repor as cerca de 500 mil pessoas que devem se aposentar nos próximos anos. Diante de uma população em rápido envelhecimento, a mobilidade internacional e a integração de imigrantes tornam-se peças-chave para evitar o colapso do sistema previdenciário português.
Os dados, analisados entre os anos de 2010 e 2025, reforçam o papel estratégico da mão de obra estrangeira na economia nacional. Higor Cerqueira, que também lidera iniciativas de valorização da comunidade imigrante na Europa, destaca que o desafio é estrutural e exige políticas eficazes de retenção de talentos. Para acompanhar as estatísticas oficiais sobre a demografia e o trabalho no país, os interessados podem consultar o portal do Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE).
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