O Centenário Porto de Manaus, inaugurado em 1907, experimenta mais um recorde da cheia do Rio Negro. Graças à sua revolucionária estrutura flutuante para a época em que foi construído, no início do século XX, o porto se adequou à todas as cheias. Nesta nova alta do nível das águas, mais uma vez a administração do terminal tomou providências para permitir o embarque seguro e confortável dos passageiros. Os procedimentos são detalhados pelo gestor de segurança portuária do Porto de Manaus, Valmir Oliveira de Mendonça na entrevista a seguir:
JORNAL ON - Qual o patamar da cheia até o momento? (entrevista realizada na quinta-feira, 27 de maio)
Valmir Oliveira - A cheia está entre a seis maiores da história de Manaus e pode ser a maior, superando a de 2012. Faltam apenas 4 cm, mas independente disso, estamos operando dentro da normalidade.
JORNAL ON - Qual providências de segurança foram tomadas em relação aos passageiros para o embarque e desembarque seguro no Porto de Manaus?
Valmir Oliveira –O Porto, devido sua estrutura flutuante acompanha a subida e a descida das águas. Mesmo em alguns pontos onde a lâmina de água cobre o acesso, ali só trafegam veículos que chegam até a entrada das embarcações. Dada a elevação do rio nós interditamos a entrada ao lado do prédio da Alfândega, que dá para o Relógio Municipal e avançamos o acesso para cem metros, na esquina da Rua Tamandaré com a Rua 15 de Novembro. O pedestre entra por um portão de acesso, atravessa o Armazém 7 e ingressa na Estação Hidroviária onde pode comprar sua passagem e se dirigir para a embarcação com o pé enxuto.
Todo o traçado impede o contato com a água, mesmo na via pública que recebeu obras de vias de acesso dos órgãos públicos, seja prefeitura, seja governo do Estado, que mobiliaram ali rampas que proporcionam ao pedestre o deslocamento sem pisar na água.
JORNAL ON - E enquanto às embarcações houve alguma mudança nas operações?
Valmir Oliveira - O Porto de Manaus se mantém normal e todas as embarcações que queiram atracar aqui e se adequem às normas encontrarão trechos de atracação.
JORNAL ON – O que há de espaço livre para atracação de embarcações?
Valmir Oliveira - Além dos berços de atracação do cais flutuante, temos o Cais fixo, sendo à esquerda uma plataforma com 300 metros lineares de berço de atracação e à direita o Cais do Paredão com 270 metros de cais livre então isso, mais 250- metros do Roadaway por foram e250 metros por dentro e 363 metros do Cais das Torres por fora e 363 metros por dentro. Então temos ,6 mil metros lineares de atracação sendo usado e parte dele disponível se porventura precisarmos acomodar mais algumas embarcações.
JORNAL ON – Houve crescimento de barcos e navios buscando o Porto de Manaus devido à cheia?
Valmir Oliveira - Certamente houve (Nota do ON – A administração do Porto confirmou o aumento, mas não fez ainda o levantamento específico). Se a embarcação que opera em outros terminais está com dificuldade de atracar lá e quer vir para o Porto de Manaus é só fazer o cadastro, apresentar a documentação, porque eles precisam estar legais junto aos órgãos de controle que fiscalizam essa navegação, e aqui vai encontrar um berço de atracação.
JORNAL ON - Quem quiser informações como deve proceder?
Valmir Oliveira – O Porto de Manaus tem um site onde divulga a cota diária. Vocês podem perceber que ele começa a subir 1 cm por dia e quando ele fica cinco, seis dias nesse ritmo, ele dá sinais que está parando. Quem quiser pode também buscar informações sobre o embarque e desembarque seguro na administração, precisando apenas se identificar.
JORNAL ON – O que gostaria de acrescentar?
Valmir Oliveira – Quero agradecer a iniciativa do JORNAL ON de mostrar o Manaus do Portal e confirmar que ele é um porto seguro para as embarcações e para as pessoas que precisam ir e vir por aqui.
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