Duas semanas depois da administração do porto de Suape ter proibido o casco do porta-aviões São Paulo atracar e até mesmo fundear, ou seja, permanecer em águas próximas ao porto aguardando liberação, a sucata do navio-fantasma permanece próximo ao litoral pernambucano. Em movimento contínuo no sentido norte-sul, o navio está sendo levado pelo rebocador holandês Alp Centre, a aproximadamente 20 quilômetros da costa (de 11 a 13 milhas náuticas).
O que restou do navio está, desde maio, navegando pelo Oceano Atlântico sem que nenhum porto aceite recebê-lo por causa da suspeita de que esteja contaminado por substâncias tóxicas e resíduos radioativos, além de quase 10 toneladas de amianto que estão em seus porões. As autoridades portuárias e ambientais pernambucanas ouvidas pela Marco Zero não sabem de onde partiu a ordem para que o navio-fantasma viesse para Pernambuco e temem os riscos ambientais e sanitários caso a Marinha insista que os testes sejam realizados no estado.
A nota oficial do Centro de Comunicação Social da Marinha deixa implícito que o porta-aviões continua no litoral pernambucano com concordância da corporação: “O casco do ex-NAe São Paulo encontra-se em uma área marítima no litoral do estado de Pernambuco, tal posição, em águas jurisdicionais brasileiras, é geoestrategicamente favorável para os trâmites relativos ao restabelecimento do processo de exportação, que é de responsabilidade e está sendo conduzido pela empresa turca, Sok Denizcilikve Tic, vencedora do leilão, junto ao Ibama e ao órgão ambiental da Turquia, conforme prevê a Convenção de Basileia.”
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