Se você já acordou assustado com a sensação de que estava caindo, saiba que você não é o único.
A maioria das pessoas têm “sonhos típicos” durante a vida. Esses sonhos são aqueles em que achamos que estamos voando, caindo ou sendo perseguidos e acordamos bem na hora que o pior aconteceria.
Mas se temos vivências, rotinas e culturas diferentes, como os sonhos são tão parecidos? O que faz o cérebro criar as mesmas sensações e situações? Tirando as explicações psicológicas e o significado do sonho que cada um tenta encontrar, há uma explicação neurocientífica para isso. Primeiramente, para entender como o cérebro cria os sonhos, é necessário entender os estágios do sono.
O sono REM, do inglês rapid eye movement ou “movimento rápido dos olhos” em tradução livre, é uma fase que se caracteriza pelos movimentos oculares rápidos, sonhos vívidos e movimentos involuntários com uma atividade cerebral intensa. Essa fase é muito importante para o processamento de memória e conhecimento. Nem todos os sonhos são resultados de impulsos subconscientes que estão na superfície.
Durante o sono REM, também chamado sono paradoxal, o cérebro fica mais alerta do que quando você está acordado, mas, ao mesmo tempo, paralisa o corpo do pescoço para baixo e os movimentos ocorrem apenas nos olhos. Quando o cérebro está alerta em sono REM, os “sonhos típicos” podem surgir. Há uma “ponte” que conecta o corpo e o cérebro, uma parte intermediária do tronco cerebral que contém feixes de células ou neurônios que ajudam você a dormir e acordar. É também nessa área que estão os agrupamentos de neurônios que recebem sinais do ouvido interno, que ajudam no senso de equilíbrio e nos guiam na direção que estamos olhando. É nessa área, chamada formação reticular, que o processo de despertar ocorre.
Assim, quando os neurônios responsáveis pelo despertar começam a ser ativados, o mesmo ocorre com as células do ouvido interno, que trazem o equilíbrio, criando uma sensação de não ter peso ou gravidade. Durante esses segundos, o corpo entende que está voando ou caindo, como se fosse uma cabeça sem corpo e projeta a ideia nos sonhos.
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