A barba possui um longo histórico, já tendo sido considerada desde impura até um traço de divindade. Data dos tempos pré-históricos o cultivo de longas barbas, primeiro para se manter aquecido, depois para se proteger de golpes no rosto – e também como forma de intimidação. Para várias culturas, a barba significou muito, se tornando traço identitário, entrando e saindo de moda várias vezes ao longo dos séculos.
Foi no século XVIII que cresceu a ideia de que o excesso de pelo facial não é saudável ou que pode causar má saúde, fruto da modernização da medicina, uma vez que a barba poderia acumular vários tipos de vetores de doenças.
Isso só começou a mudar na segunda metade do século XVIII, durante a era vitoriana. Os homens começaram a cultivar bigodes, cavanhaques e costeletas de maneira tímida, até que, de repente, até bigodes falsos eram vendidos para aqueles que não queriam esperar crescer um. Foi no século XIX que os pelos faciais ocuparam oficialmente o centro do palco, tornando-se um sinal máximo de classe, sofisticação, moda e até de saúde.
Antes disso, os próprios médicos foram os primeiros a condenarem o uso da barba, alegando que carregava resíduos corporais considerados "nocivos", e que podiam infectar facilmente as pessoas. Além de querer parecer um homem mais elegante e com o mesmo ar de autoridade máxima que os paladinos emoldurados em quadros que estavam lutando nas guerras, os vitorianos seguiam a recomendação dos médicos de que a saúde seria preservada pela cultivação abundante de pelos faciais.
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