A morte após o acasalamento é comum a muitos animais, mas no caso do polvo chama ainda mais a atenção, com a fêmea entrando em um ciclo de autodestruição antes de os filhotes nascerem. O comportamento curioso sempre intrigou os pesquisadores e agora a ciência pode ter uma explicação para isso.
Em um estudo conduzido pelas universidades de Washington e Chicago, nos Estados Unidos, foi possível acompanhar a espécie Octopus bimaculoides, nativa do Oceano Pacífico, na tentativa de solucionar o mistério. Os resultados, publicados na revista Current Biology, no ano passado, sugerem a interferência de uma substância química.
O processo inicia quando a fêmea põe seus ovos e fica por perto cuidando deles, protegendo-os de predadores e outros riscos. Mas quando a eclosão se aproxima, ela finaliza a alimentação e passa a se mutilar, chegando a arrancar partes dos seus próprios tentáculos.
Todas estas ações, que levam a mamãe polvo à morte antes do nascimento dos filhos, podem ser desencadeadas pelo 7-desidrocolesterol (7-DHC), de acordo com os autores. O composto, também encontrado nos humanos, atuando na produção de colesterol e vitamina D, tem a produção elevada depois do acasalamento.
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