Na Idade Média, durante aproximadamente quatro séculos, a Igreja liderou uma grande investida contra mulheres que de alguma forma haviam ferido as expectativas sociais, políticas ou religiosas. E hoje o termo caça às bruxas diz espeito especificamente à perseguição sistemática contra algum grupo.
As mulheres foram o rupo mais acusado de praticar feitiçaria. E durante o período de crises epidêmicas, instabilidade política e mudança social, essas mulheres foram usadas como alvo de campanha das classes dominantes para direcionar o pânico da população, gerando histeria. Com isso, acontecimentos negativos começaram a ser considerados como ação das bruxas.
O livro é um guia de caça às bruxas e heresias afins onde o autor endossa o extermínio se baseando em análises legais e teológicas detalhadas e validando a prática da tortura para conseguir confissões. E um ponto central da sua obra é dizer que as mulheres tem uma tendência natural a se tornarem bruxas.
De acordo com Diarmaid MacCulloch no livro “Reformation: Europe’s House Divided”, a obra de Kramer foi escrita como uma vingança e autojustificação pelo clérigo ter sido impedido de continuar os primeiros processos contra bruxas na região do Tirol. Antes do livro ser publicado, a bruxaria era considerada um crime menor, tendo como punições variações de castigos físicos. Depois da publicação, as autoridades católicas e protestantes começaram a usá-lo como forma de julgamento e condenação de quem era suspeito de bruxaria. Isso fez com que a perseguição a essas pessoas ficasse ainda mais brutal.
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