O termo é usado por humanos desde o século XVI, mas só virou coisa de fantasma mesmo há menos de 200 anos.
A etimologia da palavra ainda é um mistério. Pesquisadores acreditam que pode ter vindo do latim e do grego, significando algo como “gritar” ou “chorar alto”. Outros dicionários antigos sugerem que era apenas uma onomatopeia, talvez imitando o mugido de uma vaca. Curiosamente, no passado o “boo” não servia para assustar. Na Escócia, por exemplo, existia até um provérbio popular: “ele não consegue dizer ‘boo’ para um ganso”. Traduzindo: era uma forma de chamar alguém de tímido ou envergonhado. Nada assustador.
Com o passar do tempo, o som começou a ser usado para dar sustos de verdade. Em 1738, o escritor escocês Gilbert Crokatt já citava a palavra como forma de acalmar crianças chorando ou assustando-as para ficarem quietas.
No século XIX, fantasmas da literatura abandonaram as frases longas e dramáticas e passaram a ser retratados como seres que simplesmente apareciam para amedrontar e adivinha qual som fazia mais efeito? Exato: o “boo”.
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