Monday, 08 de June de 2026
21/03/2025   12:40h - Meio Ambiente

Poluição por fumaça em comunidades na Amazônia supera limite recomendado pela OMS em 800%

Em setembro de 2024, o dia virou noite nas comunidades Mopkrore e a Pikato, na Terra Indígena (TI) Menkragnoti, do povo Kayapó, interior do Pará. A mudança foi causada pela fumaça que vinha do fogo e se alastrava na floresta. As duas comunidades indígenas foram as mais impactadas pela fumaça no ano passado na Amazônia, registrando, naquele mês, a pior média de poluição: 135 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (PM2.5), as partículas tóxicas presentes na fumaça, segundo análise da InfoAmazonia. Esse valor registrado foi 800% superior ao que é considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (15 µg/m³).

 

Vizinha a Mekragnoti, na TI Baú, em setembro, a concentração de fumaça também foi superior ao limite estabelecido pela OMS: foi registrado 40.9 µg/m³, 172% acima.

 

Além do mês de setembro, em toda a temporada da fumaça na Amazônia no passado, a concentração média do material particulado nas comunidades indígenas Mopkrore e a Pikato também foi acima da média, com índice de 41.3 µg/m³. À época, o fogo causador da densa fumaça também destruiu roçados e deixou crianças sem aulas. Em 2025, o povo Kayapó espera um cenário diferente e reforça a necessidade de proteção ambiental.

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