quinta, 23 de abril de 2026
27/02/2026   12:40h - Meio Ambiente

Poluição do ar supera limites da OMS na maior parte do Brasil, aponta relatório

A concentração de diversos poluentes atmosféricos no Brasil ultrapassa com frequência os limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Pela primeira vez, os dados consideram os padrões definidos por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que atualizou os limites nacionais e estabeleceu etapas de transição para alcançar os parâmetros internacionais. Apenas o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de nitrogênio (NO?) se mantiveram, em geral, dentro dos limites da tabela de transição, com poucas ultrapassagens pontuais.

 

As demais substâncias, como ozônio (O?), dióxido de enxofre (SO?) e materiais particulados fino e inalável, permaneceram acima dos níveis intermediários ao longo de 2024. O ozônio apresentou aumento médio de até 11%, com destaque para Minas Gerais e registros também no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. O dióxido de nitrogênio teve crescimento de até 22% no Rio de Janeiro, enquanto o dióxido de enxofre subiu até 16% no Espírito Santo.

 

O relatório também destaca a necessidade de fortalecer os planos estaduais de gestão da qualidade do ar, com controle de emissões e ampliação do monitoramento. O país conta atualmente com 570 estações de medição, aumento de 19% em relação a 2023. No entanto, há falhas no envio de dados ao Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr): 21 estações não informaram seu status e 75 estão registradas como inativas, o que evidencia limitações na governança e na consolidação das informações ambientais.

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