O Polo Industrial de Manaus (PIM) poderá encontrar no novo financiamento voltado à descarbonização da indústria brasileira uma oportunidade para modernizar processos e reduzir custos. O Grupo Banco Mundial anunciou US$ 1,06 bilhão em empréstimos, cerca de R$ 5,4 bilhões, que serão canalizados por meio do BNDES. A iniciativa também busca mobilizar outros US$ 1,8 bilhão em investimentos de instituições de desenvolvimento e do setor privado.
Apesar do volume de recursos, o Amazonas não possui uma parcela previamente destinada. Além disso, o financiamento não será concedido a fundo perdido: as empresas terão de contratar os empréstimos e demonstrar a viabilidade dos projetos. As linhas anunciadas priorizam setores como aço, cimento, vidro, produtos químicos, alumínio e combustíveis de menor emissão, enquanto o PIM tem forte participação de segmentos como informática, duas rodas e eletroeletrônicos.
Para as fábricas de Manaus, a descarbonização pode envolver equipamentos mais eficientes, eletrificação de processos, redução do consumo de combustíveis fósseis, reaproveitamento de materiais, reciclagem e diminuição de desperdícios. As mudanças também podem gerar economia de energia e manutenção, além de facilitar o acesso a mercados que exigem produtos com menor impacto ambiental.
O PIM encerrou 2025 com faturamento recorde de R$ 227,67 bilhões e, de janeiro a julho de 2026, alcançou R$ 142,98 bilhões, segundo a Suframa. Nesse cenário, investimentos em eficiência energética e redução de emissões podem ter impacto relevante na competitividade do polo. Para isso, porém, será necessário ampliar o acesso das empresas menores ao crédito e à assistência técnica e considerar também as emissões relacionadas à logística de entrada de componentes e ao transporte dos produtos fabricados em Manaus.
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