Monday, 08 de June de 2026
25/04/2024   09:00h - Política Regional

Política do Governo do Amazonas no Estado causa controvérsia

O governador do Amazonas, Wilson Lima, encontra-se sob intensa crítica após defender a preservação da Amazônia enquanto simultaneamente apoia a exploração de potássio na região, uma contradição que não passou despercebida por ambientalistas e comunidades indígenas.

 

Recentemente, o governo estadual concedeu a primeira licença ambiental para a instalação do Projeto Potássio Autazes, controlado pelo banco canadense Forbes & Manhattan. Este projeto, avaliado em R$ 2,5 bilhões, promete criar 2,6 mil empregos diretos durante a fase de instalação e mais 17 mil empregos diretos e indiretos quando operacional. O potássio, componente chave na produção de fertilizantes, é visto como uma solução para reduzir a dependência brasileira de importações e fortalecer o agronegócio interno.

 

No entanto, a autorização tem sido alvo de contestação. Entidades indigenistas, como a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a Articulação das Organizações e dos Povos Indígenas do Amazonas (Apiam), bem como o Ministério Público Federal, argumentam que não houve consulta adequada às comunidades do povo Mura, violando convenções internacionais. Em resposta, protestos foram organizados em Manaus, coincidindo com o Dia dos Povos Indígenas do Brasil, evidenciando a tensão entre o desenvolvimento econômico e os direitos indígenas.

 

A Justiça Federal do Amazonas já se pronunciou sobre o caso, reiterando uma decisão anterior que suspende o empreendimento até que haja consulta aos indígenas Mura e determinando que o licenciamento seja realizado pelo Ibama, e não pelo órgão estadual Ipaam. Esta decisão sublinha a complexidade da situação, onde os interesses econômicos colidem com a preservação ambiental e os direitos dos povos

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