Recentemente, um estudo revelou que cerca de 39% dos cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas, um aumento de 17 pontos percentuais nos últimos 25 anos. No entanto, a maior parte dessas posições ainda é dominada por homens brancos, que representam 35% dos líderes. Embora tenha ocorrido uma mudança significativa nas últimas décadas, a desigualdade racial e de gênero persiste, especialmente nos cargos de maior autoridade.
O levantamento, realizado pelo Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial (Afro-Cebrap), mostra a evolução da ocupação desses cargos ao longo de sete gestões presidenciais. Em 1999, apenas 22% dos cargos de liderança eram ocupados por pessoas negras ou indígenas, um número que subiu para 39% em 2024. Entretanto, as disparidades continuam visíveis, com homens brancos ainda predominando nos postos mais altos.
O estudo também destaca a importância das políticas públicas, como a Lei 12.990/2014, que reserva 20% das vagas em concursos públicos para negros, e o Decreto 11.443/2023, que estabelece a obrigatoriedade de pessoas negras ocuparem 30% dos cargos de liderança no setor público até 2025. Embora os avanços sejam notáveis, especialistas defendem que mais ações são necessárias para garantir uma verdadeira equidade racial e de gênero no serviço público federal.
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