O policial militar aposentado preso em flagrante durante conflito armado no sul da Bahia no domingo (21.jan.2024) disse, em depoimento à Polícia Civil, que só “passava pelo local” quando teria sido supostamente ameaçado pelos indígenas e atirado para o alto. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.
O conflito entre fazendeiros e indígenas resultou na morte da líder indígena conhecida como Nega Pataxó. De acordo com a reportagem, o policial negou ter sido convocado pelo grupo “Invasão zero” do WhatsApp. O grupo de cerca de 200 teria articulado o ataque.
Além do PM aposentado, há outro suspeito no caso, um jovem de 19 anos, filho de fazendeiros. O suspeito optou por ficar em silêncio durante o seu depoimento, mas a Polícia Civil confirmou, via perícia balística, que ele foi o autor do disparo que matou Nega Pataxó.
Ao jornal, o delegado Roberto Junior, da Delegacia Regional do Interior Sul/Sudoeste, disse que os investigadores do caso estão analisando conversas do grupo de WhatsApp enviados à polícia por integrantes que não interagiam com as convocações para os conflitos.
“O que sabemos é que esse grupo de produtores rurais fizeram essa convocação via WhatsApp para que todos os fazendeiros fossem participar dessa reintegração. Estamos trabalhando para identificar os articuladores”, declarou o delegado.
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