Na manhã de quarta-feira (17/05), trabalhadores da educação paralisaram parcialmente as atividades em 43 municípios. Em Manaus, uma mobilização foi realizada no entorno e dentro da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). Segundo o governador do Amazonas, Wilson Lima, a reivindicação é justa, o Estado está estudando uma forma de atender a categoria. Contudo, ressaltou que houve perda de receita.
Conforme Wilson, neste mês, o Estado registrou uma queda na receita. No ano passado, duas leis complementares encaminhadas pelo governo do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), impuseram teto de 17% a 18% para o ICMS sobre combustíveis, energia, telecomunicações e transporte público, o que derrubou a arrecadação dos governos estaduais.
Pela manhã, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) se reuniram com deputados da Comissão de Educação da ALE-AM e com o presidente da Casa, Roberto Cidade (UB). Ficou definido que, nesta quinta-feira (18/05), o Sinteam terá uma reunião com o governo do Amazonas.
“É um pleito muito justo. Estou estudando com a minha equipe entendendo que percentual a gente pode chegar com relação à data base. Temos uma dificuldade orçamentária, como todo o Brasil está enfrentando. Se você pegar os Estados, não tenho notícias daqueles que estão fazendo algum tipo de reajuste ou dando data-base. Todos eles estão tentando fazer arranjos, como o estado do Amazonas, para poder fechar as contas”, declarou o governador em Brasília, onde participou de reunião no Ministério dos Transportes.
O presidente da Comissão de Educação da assembleia, deputado Cabo Maciel (PL), reforçou a fala do governador sobre as dificuldades orçamentárias do governo. Segundo ele, nos quatro primeiros meses do ano, foram cerca de R$ 1 bilhão a menos na arrecadação.
“Não há interesse dos professores, do governo e nem nosso, do Poder Legislativo, das nossas aulas serem suspensas por conta da greve. Nós queremos os nossos alunos na sala de aula. Eu como presidente da comissão tive o cuidado de levar os representantes ao secretário-geral de governo, onde foi colocado a todos que o governador criou um comitê financeiro e que cada pasta estaria alimentando esse comitê financeiro para dar base ao governador o que pode e não pode”.
Os professores pedem 25% de reajuste, referente à data-base 2022-2023, e o pagamento do retroativo referente a 2020 -2021, reajuste do vale-alimentação, plano de saúde para aposentados, regularização do enquadramento horizontal e vertical da categoria.
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