A estiagem no Amazonas tem afetado diretamente a renda e as despesas de famílias, principalmente no interior. Com a baixa dos rios, aumentam os custos de transporte e alimentação, enquanto atividades como pesca, agricultura e comércio podem sofrer redução na movimentação. Nesse cenário, organizar as finanças pode ajudar a diminuir os efeitos do período de seca.
De acordo com Rudinei Edilson Kronbauer, gerente regional de Desenvolvimento da Sicredi Celeiro Centro Norte, antecipar o planejamento permite lidar melhor com momentos de aumento das despesas e queda da renda. Entre as medidas recomendadas estão acompanhar receitas e gastos, priorizar necessidades básicas e tentar manter uma reserva para situações inesperadas.
O uso do crédito também pode ser considerado em situações emergenciais, como manutenção de equipamentos de trabalho, embarcações, residências ou atividades produtivas. A orientação, porém, é contratar somente o valor necessário e escolher uma modalidade compatível com a capacidade de pagamento, evitando que uma dificuldade temporária resulte em um endividamento maior.
Para o especialista, a educação financeira é outro instrumento de prevenção. Criar o hábito de poupar, controlar o orçamento, evitar o excesso de dívidas e, quando possível, diversificar as fontes de renda pode aumentar a capacidade das famílias de atravessar períodos de instabilidade provocados pela estiagem.
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