A pirataria de sementes de soja no Brasil gera perdas anuais de R$ 10 bilhões, impactando agricultores, indústria de sementes, agroindústria e exportações. Um estudo inédito da CropLife Brasil (CLB), divulgado na quarta-feira (2), revelou que 11% da área plantada no país utiliza sementes ilegais — o equivalente ao total de lavouras do Mato Grosso do Sul. Além do impacto direto na produtividade, a prática reduz arrecadação de impostos e enfraquece os investimentos em tecnologia agrícola.
A pesquisa aponta que a utilização de sementes piratas provoca perdas médias de 17% na produtividade, além de aumentar a incidência de pragas e doenças nas lavouras. No Rio Grande do Sul, estado mais afetado pela prática, 28% da soja plantada provém de sementes ilegais, resultando em prejuízo anual de R$ 1,1 bilhão. Para conter o problema, a CLB intensificou ações de combate, incluindo um canal de denúncias anônimas e colaborações com autoridades. A maior apreensão da história ocorreu recentemente no estado, com a confiscação de 1,4 mil toneladas de sementes irregulares, avaliadas em R$ 20 milhões.
Especialistas alertam que a pirataria ameaça a competitividade do agronegócio brasileiro, reduzindo investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas variedades mais produtivas e sustentáveis. O estudo destaca que, com a erradicação da pirataria, R$ 900 milhões poderiam ser investidos em inovação nos próximos 10 anos.
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