Maior peixe de escamas de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é um símbolo da Amazônia e, em várias áreas da região Norte, alvo de políticas de conservação por risco de extinção local. Ao mesmo tempo, fora do seu ambiente natural, o mesmo animal tem provocado desequilíbrios ambientais e passou a ser tratado por órgãos ambientais como espécie invasora em diferentes rios do Brasil.
O caso de 20 pirarucus no lago da Granja do Torto ilustra um paradoxo ambiental: uma espécie pode ser protegida em uma parte do país e considerada ameaça em outra. Segundo relato de deputados que participaram de um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele afirmou que precisava cozinhar os pirarucus porque ele estavam matando os outros animais.
No rio Madeira, em Rondônia, por exemplo, o pirarucu é nativo apenas no trecho abaixo da antiga cachoeira de Teotônio, próximo a Porto Velho. Acima da barragem da usina de Santo Antônio, a espécie não ocorria naturalmente e, ao se espalhar pela região, passou a ser classificada como invasora.
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