Conforme apontado pelo novo estudo, feito por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Turim, na Itália, os pontos pretos nos pinguins africanos aparecem pela primeira vez quando eles têm cerca de três a cinco meses de idade. Essas aves mudam de plumagem todos os anos, mas esses sinais no peito seguem na mesma posição para o resto de suas vidas.
Para constatar a influência dessa característica física, os cientistas conduziram experimentos com 12 pinguins. A equipe construiu um pequeno recinto com paredes de compensado altas o suficiente para impedir que as aves conseguissem enxergar por cima. Eles observaram que os pinguins passavam mais tempo olhando a foto de seu parceiro do que a foto de um pinguim familiar diferente. Isso aconteceu até mesmo quando as cabeças dos pinguins estavam borradas.
Quando uma das imagens mostrava um pinguim em que as manchas foram removidas, as aves demonstraram preferir olhar para a foto onde os pontos permaneceram intactos. No entanto, a preferência pelo parceiro não aconteceu quando os pinguins viram versões sem manchas no peito de seus parceiros em uma ave diferente. Por conta dos dados coletados, os pesquisadores constataram uma forte sugestão de que os pinguins usam as manchas no corpo para se diferenciarem. Essas aves vivem ao longo das costas da Namíbia e da África do Sul e medem cerca de 24 a 27 centímetros de altura.
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