Uma estratégia adotada por zoológicos para driblar o calor e aliviar os moradores não é muito diferente do que os humanos usam: um bom picolé. Nos meses de calor, a alimentação dos animais pode ser adaptada para amenizar os efeitos do clima - e a criatividade não é problema.
Animais como macacos, micos, papagaios, araras, répteis costumam ganhar frutas ou sucos congelados, como maçã, melancia, manga e mamão. Já para os animais carnívoros, como onças e leões, o picolé é feito com o sangue congelado ou a carne é oferecida em blocos de gelo.
O Zoológico de Salvador, no bairro de Ondina, por exemplo, usa essas estratégias para aliviar o calor e promover hidratação adicional aos animais. Os ambientes dos animais também são enriquecidos com plantas durante as ondas de calor.
Outra estratégia utilizada por zoológicos como o de Americana, no interior de São Paulo, são as “chuvas artificiais” para molhar os animais.
Em 2020, o zoológico baiano cuidava de 1368 animais, divididos em 106 espécies: 34 espécies de mamíferos, 25 espécies de répteis e 46 espécies de aves. Deste total, 90% pertence à fauna brasileira.
Um relatório preliminar da Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicou que 2023 deve fechar como o ano mais quente já registrado na História. Antes, o recorde ficava com 2016. Segundo o NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA), o El Niño deve provocar um pico de calor durante os meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024 em todo o país.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.