Composto por 11 nações, o Brics superou a média global de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A projeção mais recente indica que o bloco deve alcançar 3,4% de crescimento neste ano, contra 2,8% da média mundial. Em 2023, o desempenho já havia sido expressivo: 4% de expansão, enquanto o mundo cresceu 3,3%. O bloco, que já representa 40% da economia mundial segundo a paridade do poder de compra, deve subir para 41% em 2024.
A força do grupo, que inclui países como China, Índia, Brasil e Etiópia, está na diversidade econômica e demográfica. Para Rodrigo Cezar, especialista da FGV, a heterogeneidade interna cria tanto desafios quanto oportunidades, com países como o Brasil se beneficiando de novas rotas comerciais e outros, como China e Rússia, investindo pesadamente em infraestrutura para manter o crescimento em meio a tensões geopolíticas. A dimensão populacional também pesa: os países do Brics reúnem mais de 40% da população mundial e dominam o fornecimento de energia, alimentos e minerais estratégicos.
O contraste com o G7 é cada vez mais evidente. Enquanto o Brics avança, os países desenvolvidos mantêm crescimento modesto — 1,7% em 2024 e projeção de 1,2% para este ano. “O Brics não apenas ganha relevância econômica, mas também política, ao se consolidar como uma alternativa à hegemonia das nações ocidentais”, resume Cezar. A tendência é clara: o sul global quer e pode ditar os rumos da economia mundial.
POR: RAYRA LIMA
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