A Polícia Federal deflagrou ontem (24) a Operação Combustão, voltada a desarticular um esquema de desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral ilícito praticados durante as eleições de 2022 no Amazonas. Por determinação da Justiça Eleitoral, os agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão e executaram o bloqueio de mais de R$ 17 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados. A apuração aponta que os recursos suspeitos seriam originários de contratos firmados por meio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam).
Segundo as investigações da PF, a estrutura montada utilizava o repasse de verbas públicas para alimentar um circuito ilícito de circulação de capitais entre pessoas físicas e jurídicas, visando à captação ilícita de sufrágio (compra de votos) e falsidade ideológica eleitoral. A ordem de bloqueio cautelar tem o objetivo de estancar a movimentação patrimonial dos suspeitos, resguardar valores para eventual ressarcimento aos cofres públicos e coletar novas provas documentais sobre a extensão das fraudes.
Os envolvidos na apuração responderão, na medida de suas responsabilidades individuais, por crimes como organização criminosa, peculato, corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro. As documentações e dispositivos apreendidos durante o cumprimento das ordens judiciais em Manaus passam por perícia técnica da PF e integrarão o inquérito conduzido sob supervisão da Justiça Eleitoral do Amazonas.
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