Um dia após divulgar o balanço do segundo trimestre, a Petrobras sofreu uma queda histórica de R$ 32 bilhões em valor de mercado. O tombo ocorreu após investidores considerarem decepcionante o anúncio de dividendos de R$ 8,66 bilhões. A reação negativa foi agravada pela decisão de retomar operações no setor de distribuição de GLP, seis anos após vender a BR Distribuidora. As ações ordinárias despencaram 7,95% e as preferenciais caíram 6,15%, puxando o Ibovespa para uma baixa de 0,45%.
O retorno ao segmento de distribuição, defendido pela presidente Magda Chambriard como estratégico para integrar negócios “do poço ao posto” e gerar sinergias, dividiu opiniões no mercado. Analistas alertam para margens estreitas e riscos à alocação de capital. A estatal planeja ampliar a distribuição de gás de cozinha e investir em soluções de baixo carbono, mas enfrenta desconfiança sobre o impacto no caixa e na rentabilidade.
Apesar de registrar lucro líquido de R$ 26,6 bilhões no trimestre revertendo prejuízo de R$ 2,6 bilhões no mesmo período de 2024 e um Ebitda de R$ 52,2 bilhões, o resultado ficou abaixo das expectativas. Especialistas apontam aumento das despesas de capital e retorno menor sobre o capital investido como sinais de alerta. Com isso, mesmo com previsão de maior produção no ano, o mercado segue cauteloso quanto ao futuro da companhia.
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