quinta, 23 de abril de 2026
25/10/2025   14:10h - Mundo

Petro desafia os EUA e transforma a Praça de Bolívar em palco de resistência popular

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu de forma enérgica à inclusão de seu nome na chamada lista Clinton pelo governo dos Estados Unidos, que alegou vínculos com o narcotráfico. Em discurso na Praça de Bolívar, na tarde de sexta-feira, Petro acusou Washington de escolher “a máfia como aliada” e afirmou que não se ajoelharia nem daria um passo atrás. O ato, convocado dias antes para apoiar sua proposta de uma Assembleia Constituinte, reuniu milhares de apoiadores com cartazes em defesa do “poder constituinte” e serviu como plataforma para Petro responder às acusações americanas de forma direta e pública.

 

O momento político se mostrou particularmente tenso, ocorrendo dois dias antes do referendo que definirá os candidatos presidenciais e parlamentares alinhados ao petrismo nas eleições do próximo semestre. A mobilização também sucedeu a uma semana de forte desgaste para o governo, marcada pela crise com os Estados Unidos e pela absolvição, em apelação, do ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, inimigo político de Petro, em um caso que mantém a Colômbia em alerta há mais de uma década. A decisão americana, anunciada no mesmo dia, intensificou a expectativa e a presença popular na praça central.

 

Entre os participantes, estava Heliodoro Africano, professor aposentado de 67 anos, que destacou seu apoio às reformas sociais do governo, especialmente no sistema previdenciário, cuja regulamentação está nas mãos do Tribunal Constitucional. Para ele, Petro é “o único presidente que não se curvou ao governo americano”, comparando-o positivamente até com o presidente do Brasil, Lula.

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