Um estudo científico internacional acendeu um alerta global ao identificar a presença de Salmonella e superbactérias em petiscos desidratados de orelha suína para cães. As análises, realizadas em amostras comercializadas nos Estados Unidos, apontam que, embora os produtos passem por processos industriais de desidratação e calor, falhas na vedação e a venda a granel em caixas abertas nas lojas causam a recontaminação dos alimentos.
O dado mais preocupante da pesquisa foi o isolamento de bactérias geneticamente resistentes a antibióticos de último recurso da medicina humana, como a colistina e os carbapenêmicos. Ao ingerirem esses mastigáveis, os cachorros podem se tornar portadores assintomáticos e transmitir os patógenos aos tutores por meio da saliva, pelos ou contato com as fezes. Idosos, crianças e pessoas imunossuprimidas correm o maior risco de desenvolver infecções graves.
Para mitigar os riscos à saúde pública e animal, autoridades sanitárias recomendam que os fabricantes passem a adotar métodos extras de descontaminação, como a irradiação, além de comercializar os produtos apenas em embalagens individuais seladas. Já para os tutores, a recomendação de médicos-veterinários é lavar rigorosamente as mãos com água e sabão logo após manusear os petiscos e manter limpas todas as superfícies de contato dos animais.
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