Quando pensamos em abelhas, a imagem que surge é a de pequenos insetos voadores com listras amarelas e pretas, conhecidos por seu temido ferrão. No entanto, nem todas as abelhas se encaixam nesse estereótipo. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) trouxe à tona a importância das abelhas sem ferrão e seu papel crucial para o equilíbrio ambiental.
O estudo, realizado na horta da Faculdade de Saúde Pública (FSP), no bairro Cerqueira César, em São Paulo, destacou quatro espécies de abelhas nativas: jataí (Tetragonisca angustula), jataí-da-terra (Paratrigona subnuda), tubuna (Scaptotrigona sp) e boca-de-sapo (Partamona helleri). Todas elas compartilham uma característica em comum: o ferrão atrofiado, o que as torna incapazes de ferroar.
De acordo com as autoras do estudo, as abelhas que costumamos associar a picadas e ataques, como a Apis mellifera (abelha-italiana, europeia ou africanizada), representam apenas uma entre as mais de 20 mil espécies existentes no mundo. No Brasil, cerca de 3 mil espécies de abelhas habitam os diferentes biomas, sendo que 300 delas são sem ferrão.
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