Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma simulação do universo com milhares de galáxias para antecipar como futuros detectores de ondas gravitacionais poderão ampliar o conhecimento sobre o cosmos. O estudo, realizado com participação de cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. A iniciativa busca prever quantos eventos cósmicos poderão ser detectados pelas próximas gerações de observatórios e quais informações os instrumentos poderão fornecer sobre a evolução do universo.
O universo simulado reúne eventos envolvendo pares de buracos negros, pares de estrelas de nêutrons e sistemas formados por um buraco negro e uma estrela de nêutrons. Os pesquisadores associaram os fenômenos a galáxias hospedeiras e calcularam como os sinais poderiam ser percebidos por detectores atuais e futuros. Entre os projetos considerados estão o Cosmic Explorer, nos EUA, e o Einstein Telescope, na Europa, que deverão ter sensibilidade muito superior à dos equipamentos atuais.
A pesquisa também investiga a combinação dos sinais de ondas gravitacionais com as observações do telescópio LSST, do Observatório Vera C. Rubin, que permitirá mapear bilhões de objetos celestes. Essa integração ajudará os cientistas a medir distâncias cósmicas com maior precisão e compreender a expansão do universo ao longo do tempo. A combinação de instrumentos poderia possibilitar a identificação de cerca de 5 mil quilonovas associadas a ondas gravitacionais em dez anos, ampliando as oportunidades para descobertas na astronomia.
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