A obesidade em animais de estimação já afeta cerca de 60% dos cães e gatos no mundo, segundo um estudo publicado na revista Frontiers in Veterinary Science. Essa condição é um problema de saúde crescente, frequentemente potencializado pelo estilo de vida dos tutores, que integram cada vez mais os pets à rotina humana. O excesso de peso é preocupante, pois pode levar a complicações graves de saúde, incluindo problemas ortopédicos, resistência à insulina, diabetes mellitus em gatos, inflamação crônica e até mesmo câncer.
Apesar da seriedade do tema, um levantamento da Royal Canin, que entrevistou mais de 14 mil tutores, revelou uma contradição: muitos donos não entendem claramente o que é um peso saudável para seus animais e não associam diretamente o excesso de peso a problemas de saúde. A pesquisa aponta que 41% dos tutores oferecem petiscos quando o animal parece triste ou entediado, e três em cada quatro dão comida humana aos pets, sendo que 31% acreditam que isso não causa danos.
Entre os principais fatores que contribuem para a obesidade, os tutores citam o excesso de alimentação (39%) e a falta de exercício (36%). Outras causas relevantes incluem a ração de baixa qualidade, a alimentação com comida humana e, principalmente, o desconhecimento dos donos sobre o sobrepeso de seus pets. A normalização de animais acima do peso e a oferta excessiva de petiscos foram identificados como os maiores contribuintes para agravar a crise de obesidade animal global.
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