quinta, 23 de abril de 2026
03/01/2026   10:00h - Polí­tica

Pela 1ª vez, emendas parlamentares serão pagas obrigatoriamente antes do período eleitoral

As emendas parlamentares entram em 2026 sob intensa atenção jurídica e política, apesar de terem garantido, pela primeira vez, o pagamento obrigatório de parte dos recursos antes do período eleitoral. O Orçamento de 2026, aprovado em dezembro último, elevou a verba destinada a essas indicações para mais de R$ 61 bilhões, montante que representa uma fatia crescente dos recursos discricionários da União. Contudo, o fortalecimento financeiro do mecanismo ocorre em meio a graves denúncias de falta de transparência e investigações da Polícia Federal sobre desvios.

No centro da disputa institucional está o Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Flávio Dino relata ações que questionam a constitucionalidade das emendas impositivas. O magistrado já sinalizou o encerramento da fase de instrução dos processos e deve solicitar ao presidente da Corte, Edson Fachin, a pauta para julgamento em plenário. Recentemente, Dino autorizou operações policiais contra figuras influentes, incluindo assessores ligados à cúpula do Legislativo, reforçando a pressão por regras mais rígidas de controle e rastreabilidade dos repasses.

A tensão entre os Poderes se acirra pelo fato de as emendas consumirem até 70% da verba de investimentos de diversos ministérios, limitando a execução de políticas públicas do Executivo. Enquanto deputados e senadores defendem a impositividade como um trunfo para suas bases eleitorais, órgãos de fiscalização alertam para o risco de "orçamentos paralelos". O desfecho do julgamento no STF em 2026 será determinante para definir se o Congresso manterá o controle sobre o Orçamento ou se haverá um recuo na autonomia financeira dos parlamentares.

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